Rio de Leite

Rio de Leite inaugura Unidades Demonstrativas em 5 Municípios

12 Junho 2012  Imprimir 

Em maio e junho de 2012, o Programa RIO DE LEITE, por meio de dias de campo, inaugurou as Unidades Demonstrativas de Produção de Leite nos municípios de Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Bela Vista, Sidrolândia e Anastácio. Estas Unidades foram implantadas pelos técnicos do Programa RIO DE LEITE através de uma parceria entre a UEMS, CNPq, FINEP e as respectivas prefeituras municipais.

Segundo um dos coordenadores do Programa, o Prof. Andre Rozemberg Peixoto Simões, os técnicos que atuam nestes municípios foram capacitados pela equipe da UEMS de Aquidauana para implementar e acompanhar as Unidades Demonstrativas bem como para prestar assistência para grupos de até 30 produtores de leite, sendo inicialmente atendidos 150 produtores.

As Unidades Demonstrativas são propriedades rurais que servem de modelo para a difusão de tecnologias para produtores localizados próximos a ela, são na verdade vitrines tecnológicas ressalta o também coordenador Prof. Marcus Vinicius Morais de Oliveira. Marcus completa ainda, que o Mato Grosso do Sul é carente de tecnologias específicas para produção de leite e estas Unidades servem como modelo de referência para que todos possam visualizar e compreender como funcionam técnicas já reconhecidas mundialmente, porém pouco utilizadas no Estado.

Segundo a profª Fabiana Sterza, nas Unidades Demonstrativas utilizou-se pastagens do gênero Pânicum Maximum cv. Mombaça, manejada de maneira rotacionada com 18 piquetes, com a realização de correção da acidez e da fertilidade do solo. Na maioria dos casos o rebanho é da raça Girolando com diferentes graus de sangue e com metas de produtividade de 3.000 a 3.500 litros por hectare por ano. Além disto, o produtor é orientado quanto ao manejo de ordenha e medidas sanitárias obrigatórias.

O zootecnista, Roberto Valadares responsável pela Unidade Demonstrativa do Assentamento Monjolinho em Anastácio ressalta que com o pastejo rotacionado e o manejo adequado, o produtor passou de uma taxa de lotação de 1 vaca por hectare para 12 vacas por hectares. Roberto destaca ainda que o investimento necessário para fazer o plantio e as divisões da pastagem são pagos no primeiro ano de uso da tecnologia e ainda permite reduzir os custos com arrendamentos que são muito freqüentes no Mato Grosso do Sul.

A metodologia de implantação de novas tecnologias utilizada pelo Programa RIO DE LEITE leva em consideração as particularidades sociais culturais e econômicas de cada produtor e, portanto não define taxativamente qual o melhor sistema de produção a ser empregado. De acordo com a equipe do Programa, o produtor deve estar atento as diferentes possibilidades de inovações disponíveis e verificar qual delas se enquadra dentro das suas possibilidades, sempre acompanhado pela assistência técnica.

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